25 de dezembro de 2011

Natal é tempo...

Que o Natal seja um tempo de mudança. No hoje, no ontem e no sempre. Que o nascimento do Menino Deus seja de fato, o verdadeiro motivo da celebração. Vamos olhar para o gesto e a simplicidade da família de Belém não apenas por uma data, mas fazê-la referência em nossa caminhada no dia-a-dia. Que Jesus nos acompanhe, sempre. Feliz Natal.

19 de dezembro de 2011

Ensaio

Na verdade eu cansei de depositar nas viradas de ano a oportunidade de mudar a vida. Muda-se o tempo todo, até a roupa a gente troca. Azul, vermelho, verde. Nada como um amanhã incerto, de sonhos certos, de desejos complexos, de vontades livres, de amores impossíveis, ou até possíveis. Um sol, uma lua. Uma noite e um dia. Nada mais que uma transição de tempo. Um piscar, um olhar, um sorriso, um beijo. A hora do ser está no agora. No ato, no fato, no imediato. Naquilo que a gente pode tocar ou pelo menos vive, responde, está ciente. Um bom dia, um boa noite, um até logo, um adeus. Para recomeçar não nos falta estímulos, a vida mesmo nos ensina. Na lousa escrevo os desejos para uma vida nova. Na mente rabisco as más sensações. No coração levo o que me sustenta, o que me mantém de pé. O velho se vai, como a vida um dia irá. Misteriosa e sem rodeios. Pego as tralhas, respiro, levanta a cabeça e continua a caminhada. Novo, novidades, novidadeiro. É passagem constante e não um 365º que se torna 1º. É um dia (todo dia) para se renovar.

2 de novembro de 2011

Respostas

O peso do sim e do não nos ajuda a escrever os próximos capítulos do enredo. Às vezes a gente se pega ao incerto, às expectativas e vai criando meandros que fogem do fluxo do rio. Não ter respostas é nadar, nadar e não atravessar o mar. É afogar em sentimentos que poderiam ser evitados por simples monossílabos. Além de ser mais objetivo, ter respostas é vital. Prefiro a certeza do vai ou racha, do que a ânsia e a fantasia do talvez. A gente sofre menos, a gente é mais dinâmico e corre atrás do que verdadeiramente é importante e nos faz bem. Difícil é decidir, difícil é tomar partido. Nada mais que um critério de seleção. Um rumo a ser tomado. Respostas que cortam o tempo e o espaço e desviam as direções dos passos.

31 de outubro de 2011

29 de setembro de 2011

Três

"A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida"

Charles Chaplin

Dois

"Mas quando mais nada subsiste de um passado remoto, após a morte das criaturas e a destruição das coisas, sozinhos, mais frágeis, porém mais vivos, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis, o odor e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, lembrando, aguardando, esperando, sobre as ruínas de tudo o mais, suportando sem ceder, em sua gotícula impalpável, o edifício imenso da recordação".

Marcel Proust

Um

"Acho a vida curta demais; mal passou a juventude e já estamos na velhice. Eu queria ter cem anos garantidos e o resto na incerteza".

Madame de Sévigné