4 de janeiro de 2010

Com a palavra: William Bonner

No dia 12 de novembro de 2009, tive a oportunidade de participar de um seminário com o jornalista William Bonner, na Universidade Federal de Minas Gerais. Foram aproximadamente 3 horas, em que o editor-chefe e apresentador do JN, discutiu, respondeu e comentou sobre o livro que escrevera sobre a preparação do jornal que trabalha. Há uma semana antes, já havia comprado o livro, com as seguintes intenções: primeiro porque é um manual para estudantes de jornalismo que mostra os bastidores de um dos telejornais mais assistidos do país, segundo porque queria ter estampado nas primeiras páginas, o autógrafo de William. Para minha surpresa, no final do seminário, as trezentas pessoas que participaram saíram de lá com um exemplar da obra que comemora os 40 anos do JN, inclusive eu – com mais um. Quanto ao autógrafo, infelizmente não consegui. Aquela quinta-feira, que acordei às 04:40 - saí praticamente num breu -, peguei dois ônibus e cheguei ao auditório da UFMG duas horas e meia antes do início do seminário, foi compensada no encontro com uma das pessoas mais simpáticas e bem-humoradas que já conheci em minha vida. Mais que lições e conselhos, Bonner mostrou seu profissionalismo e sua competência. Li o livro nestas férias e compartilho com você nesta postagem, minhas percepções e minhas opiniões sobre JN: Modo de fazer

Começo citando Henry Gruwald: “O jornalismo nunca pode ser silencioso, essa é a sua grande virtude e seu grande defeito, ele deve falar, e falar imediatamente, enquanto os ecos do espanto, o clamor da vitória e o sinais do horror ainda estão no ar”. Esta frase evidencia o principal compromisso do jornalista: descrever uma sociedade suscetível a transformações com objetividade, imparcialidade e isenção. Desde setembro de 1969, um telejornal comprometeu-se levar as principais notícias do dia para a casa de milhões de brasileiros. Seu nome: Jornal Nacional. No ano em que o JN comemora seus 40 anos, William Bonner – apresentador e editor-chefe – lança um livro que revela os bastidores, a preparação, os imprevistos e as surpresas que ocorrem na redação do jornal de maior prestígio e de maior audiência da televisão brasileira. Tendo ou não alguma ligação com o mundo jornalístico, o livro em si, já é um convite a leitura. O material utilizado para a impressão, a série de fotos que se contrapõe com o texto e a beleza do projeto gráfico já evidenciam a qualidade do livro. É uma leitura-viagem, literalmente. Você se sente na redação desempenhando o papel de um editor: selecionando pautas, cortando assuntos, buscando novas notícias, participando de reuniões. Um ritmo ofegante, quente, estressante, prazeroso. O que você vê nas 244 páginas do livro, são histórias – muito bem contadas, com direito a diálogo entre autor e leitor – que mostram a elaboração do jornal desde as primeiras horas do dia até o seu clímax às 20:15, quando Bonner ou Fátima Bernardes, saúdam o Brasil com um característico: Boa Noite! Há ainda boas histórias de edições atípicas do JN, que foram marcadas pelo imprevisto, por problemas técnicos, por circunstâncias adversas, pela ajuda de freiras...
Em Jornal Nacional: Modo de fazer, William Bonner revela o seu dia-a-dia e o de milhares de jornalistas e profissionais da Rede Globo e suas 121 afiliadas espalhadas pelo Brasil, que mesmo não aparecendo no vídeo, estão “por trás das cortinas” do telejornal mais assistido do país.

2 comentários:

  1. O nome do livro é Modo de Fazer e não Modos.

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  2. Obrigado pela observação leitor! Já fiz a correção!

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